Foxconn mudou de opinião sobre os brasileiros

Uma polêmica ronda as notícias sobre a Foxconn, empresa chinesa que fabrica componentes para Apple, Dell e HP.

Em reunião entre a presidente Dilma Roussef e Terry Gou (presidente da Foxconn), na China, no dia 12/04, foi anunciando que a empresa taiwanesa planeja investir US$ 12 bilhões em uma fábrica de IPads no Brasil, criando 100 mil empregos.

Nesta reunião, Gou deu a seguinte declaração:


“(…) O Brasil é um país rico em recursos naturais, um mercado consumidor amplo e tem potencial enorme de desenvolvimento econômico. Ele também está estrategicamente posicionada para atender às necessidades dos mercados em crescimento na América Latina. Guiados por uma estratégia de ”estar onde o mercado está”, temos que estudar oportunidades de investimento no Brasil. Estamos atualmente em processode de exploração de oportunidades nesse importante mercado e realizando uma análise à fundo do ambiente de investimento do país em geral. No que diz respeito à confirmação de todos os projetos específicos de investimento, a política Foxconn só fará o anúncio após o recebimento das aprovações do Conselho de nossa empresa deAdministração e quaisquer autoridades competentes. ”

(fonte: site Forbes)

Porém, voltando ao passado, mais exatamente no dia 4 de setembro de 2010, em entrevista ao jornal The Wall Street Journal, Terry Gou deu uma declaração um tanto severa sobre o Brasil e os brasileiros.

“(…) Then there’s Brazil. Brazilian workers’ wages are very high. But Brazilians, as soon as they hear “soccer,” they stop working. And there’s all the dancing. It’s crazy… So Brazil is okay [as a place to manufacture] for the local market. Brazil has great minerals. And it’s got the great Amazon river, so it has good hydropower. But if you want to ship things to the U.S., it takes more time and more money to ship from Brazil (than from China).” (http://blogs.wsj.com/chinarealtime/2011/04/14/how-much-does-foxconn-like-brazil/?KEYWORDS=gou)

“(…) Depois, há o Brasil. O salário dos trabalhadores brasileiros é muito alto. Mas os brasileiros, assim que escutam a palavra ‘futebol’, param de trabalhar. E tem ainda as danças. É uma loucura… Então, o Brasil é bom [como um lugar para fabricar] para o mercado local. O Brasil tem ótimos minerais. E eles têm o grande rio Amazonas, tão extenso, então há boas hidrelétricas. Mas se você quiser enviar produtos aos EUA, leva mais tempo e mais dinheiro enviar do Brasil [do que da China]”

A questão que surge é a seguinte: Gou mudou sua visão sobre o Brasil? O que o fez mudar de idéia em tão pouco tempo (apenas 7 meses)?


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